A Polícia Federal indiciou Mauro Henrique Moreira Sousa, diretor-presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), por envolvimento em um esquema de exploração mineral irregular. A investigação, batizada de Operação Parcours, apura crimes cometidos na Mina Granja Corumi, situada na Serra do Curral, em Minas Gerais. O indiciamento de Mauro Henrique Moreira Sousa e de outras 16 pessoas foi confirmado neste sábado, 28 de junho de 2026.
Indiciamento de Mauro Henrique Moreira Sousa
O inquérito policial aponta que empresários, geólogos, consultores e servidores públicos teriam fraudado planos de recuperação ambiental para viabilizar a extração de minério de ferro. O grupo utilizava documentos que previam o fechamento e a preservação da mina como fachada para manter a atividade comercial na área tombada. A Polícia Federal identificou que o esquema contava com favorecimentos internos dentro da própria ANM para garantir a continuidade da exploração ilegal.
Os envolvidos planejavam obter um faturamento total de aproximadamente R$ 2,3 bilhões com a comercialização do minério extraído clandestinamente. O esquema mantinha a exploração ativa enquanto os órgãos de fiscalização eram induzidos a acreditar que o local passava por um processo de recuperação ambiental. A área da Serra do Curral sofre com degradação contínua e é alvo constante de protestos de ambientalistas e membros da sociedade civil organizada.
Esquema ilegal na Serra do Curral
A Agência Nacional de Mineração declarou, por meio de nota oficial, que toda a sua atuação institucional seguiu estritamente as determinações da Justiça Federal. O órgão afirmou que suas ações administrativas foram voltadas exclusivamente para a condução do processo de fechamento definitivo da Mina Granja Corumi. A entidade não forneceu detalhes adicionais sobre a conduta específica de Mauro Henrique Moreira Sousa perante as investigações da Polícia Federal.
A exploração mineral na Serra do Curral representa um desafio para a preservação do patrimônio natural em Minas Gerais. A continuidade das atividades ilegais, mesmo sob o pretexto de recuperação, agrava os danos ambientais já registrados na região. A sociedade civil monitora o caso, visto que a área possui proteção legal específica contra a exploração comercial predatória. O desfecho do inquérito da Operação Parcours será encaminhado ao Ministério Público Federal para a análise de possíveis denúncias criminais contra os 17 indiciados.
Leia também:
- Ministério das Comunicações expande rede de fibra no Norte
- Partidos definem pré-candidatos para eleições em Sergipe
📲 Quer ser o primeiro a saber? Siga @noticias.24horas.sp no Instagram — notícias da sua região, 24 horas por dia.