A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, a quinta fase da Operação Unha e Carne. A ação ocorre simultaneamente nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para investigar crimes de lavagem de dinheiro praticados por uma organização criminosa.
Operação Unha e Carne
Os agentes federais cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. A investigação avançou após a análise de documentos apreendidos em etapas anteriores, que revelaram a existência de uma contabilidade paralela. O material indica a realização de pagamentos indevidos e a efetivação de doações eleitorais irregulares por parte dos investigados.
O Supremo Tribunal Federal determinou o sequestro de bens e valores dos envolvidos até o montante de R$ 22 milhões. A medida visa garantir o ressarcimento aos cofres públicos e descapitalizar a estrutura financeira do grupo criminoso. A operação integra as diretrizes da ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas, que orienta a investigação sobre a atuação de grupos violentos e suas conexões com agentes públicos no estado.
Polícia Federal investiga lavagem
A corporação destacou que a atual fase da investigação foi deflagrada a partir da análise de documentos apreendidos que revelaram uma contabilidade paralela voltada à lavagem de capitais. O deputado estadual Thiago Rangel, filiado ao partido Avante, foi preso durante a quarta fase da operação, realizada em maio. Naquela ocasião, a Polícia Federal interceptou conversas no celular do parlamentar que mencionavam atos violentos e desvios em contratos da Secretaria de Educação do estado.
O esquema investigado pela Polícia Federal impacta diretamente a gestão dos recursos públicos destinados a obras e serviços essenciais no estado do Rio de Janeiro. A apuração busca desarticular redes de corrupção que utilizam fraudes em licitações e contratos de reformas para ocultar a origem ilícita de valores. A continuidade das diligências reforça o combate à infiltração de organizações criminosas em órgãos da administração estadual.
Mandados no Rio de Janeiro
As investigações seguem sob sigilo judicial para preservar a coleta de provas e a identificação de novos envolvidos. A Polícia Federal informou que os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal e que as equipes permanecem em campo para o cumprimento das ordens judiciais. Não houve manifestação de defesas dos investigados até a publicação desta matéria.
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