A Polícia Civil de São Paulo prendeu o influenciador Matheus Martins, conhecido como Spoteff, nesta terça-feira (30/6). A detenção ocorreu em Florianópolis, em Santa Catarina, durante a Operação Game Over, coordenada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia.
Prisão de Matheus Martins
O suspeito produzia conteúdos voltados ao público infantojuvenil, focando especialmente em jogos como Roblox e Minecraft. Segundo as autoridades, Matheus Martins oferecia dinheiro virtual e aumento de seguidores em redes sociais para atrair as vítimas. Após obter fotografias e vídeos de cunho sexual, o influenciador utilizava o material para ameaçar as crianças e exigir o envio de novos conteúdos íntimos.
O trabalho investigativo começou após uma denúncia formalizada pela família de uma criança de 10 anos. Durante a operação em Florianópolis, os agentes apreenderam um computador e um celular pertencentes ao investigado. O material eletrônico continha evidências ilícitas que reforçam as acusações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.
Operação Game Over pedofilia
As autoridades policiais destacam que a investigação permanece em curso para identificar outras possíveis vítimas do influenciador. A Polícia Civil de Santa Catarina prestou apoio logístico para a execução do mandado de prisão contra Matheus Martins. A defesa do influenciador não se manifestou até a publicação desta matéria, mantendo-se o espaço aberto para futuros esclarecimentos.
O uso de plataformas de jogos eletrônicos como meio de aliciamento preocupa órgãos de segurança pública. O acesso direto que criadores de conteúdo possuem ao público jovem facilita a aproximação de criminosos que se aproveitam da vulnerabilidade de menores de idade. A Operação Game Over busca desarticular esse tipo de prática ilícita que utiliza a internet para a exploração sexual de crianças e adolescentes.
Investigação crimes digitais SP
A Polícia Civil de São Paulo mantém canais de denúncia para casos de crimes cibernéticos e pedofilia. Cidadãos que possuam informações sobre outros envolvidos ou vítimas podem entrar em contato com as autoridades por meio dos canais oficiais do DHPP. A corporação reforça a necessidade de monitoramento parental constante nas atividades digitais de menores.
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