Polícia Civil investiga lavagem de dinheiro no PCC

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo executaram, em 25 de junho, uma operação contra suspeitos de utilizar uma empresa de ônibus para lavar dinheiro do PCC. As diligências ocorreram em São Paulo, na região metropolitana e em Extrema, em Minas Gerais. A ação resultou na prisão de três pessoas, incluindo um vereador da capital paulista.

Investigação PCC empresa ônibus

As investigações apontam a existência de um núcleo paralelo que tomava decisões estratégicas na concessionária e desviava fundos para a facção criminosa. O Judiciário determinou o afastamento imediato da diretoria da empresa e autorizou a intervenção da Prefeitura de São Paulo na operação do serviço. A medida visa assegurar a continuidade do transporte público, que recebeu mais de R$ 300 milhões em repasses no ano passado.

O capital social da empresa apresentou inconsistências graves, saltando de aproximadamente R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões sem justificativa plausível. A Justiça ordenou o sequestro de R$ 194 milhões em contas dos investigados, valor que pode atingir R$ 30 bilhões conforme o avanço das apurações. Houve ainda o bloqueio de 21 imóveis, 117 veículos e três embarcações vinculados aos suspeitos.

Intervenção Prefeitura São Paulo

A força-tarefa cumpriu 103 mandados de busca e apreensão durante a ofensiva contra o esquema de lavagem de dinheiro. O envolvimento de agentes políticos, como o vereador detido, demonstra a complexidade da infiltração da facção em serviços essenciais. As autoridades buscam agora rastrear a origem total dos recursos que alimentam a estrutura criminosa através do setor de transportes.

A Prefeitura de São Paulo assume o controle operacional da concessionária para evitar prejuízos aos passageiros que dependem do sistema diariamente. O setor de transportes urbanos passa por rigorosa fiscalização para identificar outras possíveis irregularidades no uso de verbas públicas. A continuidade do serviço permanece como prioridade da administração municipal enquanto a investigação prossegue sob sigilo judicial.

Bloqueio bens facção criminosa

O Ministério Público de São Paulo coordena os próximos passos da apuração para identificar outros beneficiários do esquema. A Polícia Civil mantém as diligências para localizar ativos ocultos e desarticular completamente o núcleo estratégico que operava dentro da empresa. Novas medidas de intervenção serão aplicadas conforme a necessidade de manutenção do transporte coletivo na capital.

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