Neuropsicóloga Anna Flávia Trindade de Freitas destaca música como ferramenta de desempenho na Copa

Neuropsicóloga Anna Flávia Trindade de Freitas explicou, em entrevista concedida à MetrópolesTV, que atletas da Copa do Mundo adotam playlists para preparar o cérebro antes das partidas. A conversa ocorreu em 22 de junho de 2026, nas dependências da Clínica Vittá, em Goiânia, e abordou o uso de fones de ouvido nos corredores dos estádios.

Especialistas apontam que a prática se tornou rotina entre jogadores de diferentes seleções. A música ajuda a equilibrar emoções, melhorar a concentração e elevar a motivação, fatores críticos em competições de alto nível. Segundo a neuropsicóloga, faixas agitadas aumentam o estado de alerta, enquanto melodias calmas reduzem a tensão. Essa estratégia tem sido observada nas vestiarias de equipes que disputam a fase de grupos da Copa, onde a pressão da torcida e a responsabilidade pelo resultado são intensas.

Dados coletados pela MetrópolesTV revelam que mais de 70 % dos atletas entrevistados admitiram usar playlists antes de cada partida. Entre eles, jogadores de seleções europeias e sul‑americanas relataram que a música influencia diretamente a percepção de energia e foco. A neuropsicóloga destaca que a escolha das faixas varia conforme o objetivo individual: alguns preferem ritmos acelerados, como samba ou hip‑hop, enquanto outros optam por músicas instrumentais tranquilas.

A música pode despertar emoções positivas, relembrar conquistas anteriores e fortalecer a autoconfiança”, afirmou Anna Flávia Trindade de Freitas, da Clínica Vittá. O psicólogo Vladimir Melo, que atende atletas em Brasília, complementou: “Muitas vezes, essas músicas representam sobretudo segurança emocional, confiança e pertencimento”. Ambos ressaltam que não existe fórmula única; a eficácia depende da história de vida e das memórias associadas a cada canção.

O uso de playlists tem repercussão além do campo. Clubes e federações investem em consultorias de psicologia esportiva para montar rotinas de preparação mental, reconhecendo que o desempenho individual afeta resultados coletivos e, consequentemente, receitas de transmissão e patrocínio. Historicamente, a adoção de técnicas de controle emocional, como a música, acompanha a evolução da ciência do esporte, que já influenciou campanhas de marketing e acordos comerciais nas edições anteriores da Copa.

Nos próximos dias, a FIFA planeja divulgar diretrizes sobre apoio psicológico nas competições, incluindo recomendações sobre o uso de áudio ambiente. Analistas esperam que a institucionalização dessas práticas amplie a adoção de playlists entre atletas de categorias inferiores, consolidando a música como elemento padrão de preparação mental nas futuras edições de torneios internacionais.


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