Michelle Bolsonaro (PL) divulgou vídeo nas redes sociais nesta terça‑feira, 24 de junho, afirmando ser alvo de “ataques covardes” de um grupo coordenado que vive no exterior. Ela explicou que as agressões vêm de pessoas que, segundo ela, aparecem ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) em fotos e retiram o sobrenome Bolsonaro de seu nome.
ataque coordenado
A ex‑primeira‑dama também usou a mensagem para comentar a relação tensa com seu enteado Flávio Bolsonaro, que a teria desrespeitado em ligação telefônica. Ela ressaltou que o desentendimento não está ligado a discussões sobre cargos ou projetos eleitorais, mas ao “respeito e consideração”. Michelle ainda criticou a aliança de membros do Partido Liberal (PL) com o pré‑candidato Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, afirmando que jamais apoiará a candidatura.
Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro (PL) reuniu apoio do PL em torno de Ciro Gomes no Ceará, tentando impedir o avanço do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado. Segundo Michelle, a estratégia de Eduardo reforça a “maledicência” contra ela, pois o grupo no exterior teria usado imagens com Flávio para difamar sua identidade. Ela declarou que conhece sua própria identidade e a de seu marido, ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL), e que as ofensas não a atingem.
tensão familiar
“Perdoei quem me machuca e permanecerei no meu lugar”, disse Michelle no vídeo. “Abençoei a escolha de Jair e a pré‑candidatura de Flávio nas mesmas redes sociais em que ele e os irmãos me atacaram”. Ela também negou rumores de que pressionaria candidaturas ou exigiria pedidos de desculpas, reafirmando sua atuação à frente do PL Mulher.
A ex‑primeira‑dama reiterou que sua oposição à aliança entre o bolsonarismo e Ciro Gomes decorre de convicções políticas, não de cálculo eleitoral. “Sou contra essa aliança, mas se a direita quiser se unir para derrotar o PT, tudo bem. Mas a coerência exige que isso aconteça apenas no segundo turno”, afirmou. Ela lembrou declarações de Ciro contra Jair Bolsonaro e considerou contraditório apoiar alguém que, segundo ela, contribuiu para a inelegibilidade do ex‑chefe do Executivo.
aliança política
O episódio evidencia fissuras internas no PL, que tem dividido seus membros entre apoio ao filho Flávio Bolsonaro e resistência a alianças com a centro‑esquerda. A disputa pode influenciar a estratégia do partido nas próximas eleições estaduais e federais, sobretudo no Ceará, onde a disputa entre PL e PT tem sido acirrada.
Não há indicação de medidas judiciais ou institucionais decorrentes das alegações de Michelle. Ela não especificou quem integra o grupo no exterior nem apresentou provas documentais. O vídeo permanece disponível em sua conta oficial no Instagram, @michellebolsonaro.
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