A médica voluntária María Fernanda Terán realizou o parto de uma mulher resgatada dos escombros de um prédio em La Guaira na quinta-feira, 25 de junho. A paciente entrou em trabalho de parto logo após ser retirada dos destroços de uma edificação que desabou durante os fortes terremotos que atingiram a região venezuelana. O nascimento da criança foi registrado em vídeo e divulgado pelo Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela.
Parto em La Guaira
O estado de La Guaira e a capital, Caracas, concentram os maiores danos causados pelos abalos sísmicos que atingiram o país. O primeiro tremor registrou magnitude de 7,2 no estado de Yaracuy, seguido por um segundo evento de magnitude 7,5 na mesma localidade apenas 39 segundos depois. O governo venezuelano confirmou, por meio do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que o número de mortos chegou a 920 pessoas até esta sexta-feira, 26 de junho.
Os dados oficiais indicam que quase 3 mil pessoas ficaram feridas em decorrência dos desastres naturais. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de desaparecidos ultrapasse a marca de 50 mil indivíduos. Na quinta-feira, 25 de junho, um novo tremor de magnitude 5 foi registrado, enquanto nesta sexta-feira, 26 de junho, um quarto abalo de magnitude 4,9 atingiu a costa venezuelana, conforme monitoramento do Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC).
Terremotos na Venezuela
María Fernanda Terán descreveu a atuação profissional em meio ao cenário de destruição como o maior desafio de sua trajetória. A médica, que estava em Caracas quando os tremores começaram, deslocou-se para La Guaira especificamente para prestar assistência voluntária às vítimas. O relato da profissional sobre o nascimento do bebê foi compartilhado em redes sociais, destacando a precariedade da estrutura médica disponível na área afetada durante o momento do parto.
O governo brasileiro planeja o envio de um hospital de campanha para auxiliar no atendimento às vítimas dos terremotos na Venezuela. A instabilidade estrutural de edifícios danificados pelos abalos anteriores mantém o risco para a população local, mesmo com tremores de menor magnitude. As autoridades venezuelanas seguem com as operações de busca e resgate em diversas cidades atingidas pelos eventos sísmicos desde o início da semana.
Vítimas e desaparecidos
Novos abalos sísmicos de magnitude 4,9 foram sentidos por moradores de Caracas e Maracay nesta sexta-feira, 26 de junho. O monitoramento contínuo realizado pelo EMSC alerta para o perigo persistente de colapso em construções que já apresentam comprometimento estrutural severo.
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