O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou nesta segunda-feira (29/6) da 68ª Reunião do Conselho do Mercado Comum em Assunção, no Paraguai. O encontro antecede a cúpula de chefes de Estado que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30/6). O diplomata brasileiro utilizou o evento para reforçar a importância da coesão entre os países membros do bloco sul-americano.
Reunião do Mercosul
Mauro Vieira manifestou preocupação com iniciativas diplomáticas conduzidas à margem das decisões oficiais do conselho. Segundo o ministro, tais ações isoladas enfraquecem a imagem do grupo perante parceiros externos e prejudicam negociações em curso. O chanceler enfatizou que o Mercosul deve atuar como um bloco único para manter sua relevância econômica e política global. O tratado fundador da organização completa 35 anos em 2026, mantendo o foco na integração regional.
O governo brasileiro anunciou a destinação de US$ 100 milhões para um fundo voltado ao combate da desigualdade na região. O ministro também abordou a distribuição de cotas tarifárias relacionadas ao acordo com a União Europeia, exigindo critérios transparentes e equilibrados. O objetivo central é garantir que os setores produtivos nacionais possam usufruir plenamente das vantagens comerciais concedidas ao bloco. As discussões técnicas seguem em ritmo acelerado para definir os próximos passos da integração econômica entre os países.
Mauro Vieira em Assunção
“O Mercosul é um baluarte de liberdade, de comércio e de movimento de pessoas em um mundo batido pelo protecionismo”, afirmou Mauro Vieira durante o discurso oficial. O ministro alertou que iniciativas contrárias ao espírito do Tratado de Assunção enviam sinais negativos aos parceiros internacionais. A posição brasileira busca assegurar que as decisões coletivas prevaleçam sobre interesses individuais de nações integrantes. O chanceler reforçou que a solução para os impasses deve ser obrigatoriamente pactuada entre todos os sócios.
O setor produtivo brasileiro aguarda os resultados das negociações para definir estratégias de exportação e expansão de mercado. A presença de líderes como Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula desta terça-feira sinaliza a prioridade dada pelo governo federal à agenda regional. A estabilidade das relações comerciais dentro do bloco impacta diretamente a competitividade das empresas nacionais no cenário externo. Informações adicionais sobre as diretrizes da política externa brasileira podem ser consultadas no portal oficial do Ministério das Relações Exteriores em www.gov.br/mre.
Acordos comerciais do Brasil
A cúpula de chefes de Estado definirá os rumos das tratativas com blocos internacionais e a resolução de pendências internas. O governo brasileiro mantém a expectativa de que o consenso prevaleça nas decisões que serão anunciadas ao final do encontro em Assunção.
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