Márcio França criticou a postura administrativa de Tarcísio de Freitas nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, durante o evento que oficializou a chapa para o governo de São Paulo. O ex-ministro do Empreendedorismo, que compõe a chapa encabeçada por Fernando Haddad, afirmou que o atual gestor estadual carece de autonomia para exercer o cargo. A cerimônia também confirmou as candidaturas de Marina Silva e Simone Tebet ao Senado Federal.
Márcio França critica Tarcísio de Freitas
O discurso de Márcio França focou na comparação entre os perfis de Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas. Segundo o ex-ministro, o atual governador não possui a independência necessária para comandar o Estado, dependendo de orientações externas para tomar decisões fundamentais. O evento serviu como marco inicial da campanha eleitoral da coligação, que busca retomar o comando do Palácio dos Bandeirantes nas eleições de 2026.
A gestão de Tarcísio de Freitas foi classificada por Márcio França como desprovida de iniciativas inovadoras, limitando-se a projetos específicos. O ex-ministro destacou a privatização da Sabesp e a implementação do sistema de pedágio free flow como os únicos marcos da atual administração. Para o candidato a vice, o Estado de São Paulo perdeu seu protagonismo nacional, passando de um motor de desenvolvimento para uma posição secundária no cenário político brasileiro.
Eleições 2026 governo de São Paulo
“Ele é uma pessoa menor do que a cadeira do governo de São Paulo”, afirmou Márcio França ao descrever a dependência de Tarcísio de Freitas. O ex-ministro reforçou que o governador precisa consultar um superior para definir rumos administrativos. Embora não tenha mencionado diretamente Jair Bolsonaro, o aliado político de Tarcísio de Freitas e ex-presidente, a referência foi interpretada como uma crítica à influência contínua do antecessor sobre o atual mandatário paulista.
O impacto dessa relação política, conforme avaliado por Márcio França, resulta na redução do peso político de São Paulo nas decisões nacionais. A estrutura administrativa estadual, sob a ótica da oposição, estaria subordinada a interesses externos, prejudicando a autonomia do governo paulista. A chapa composta por Fernando Haddad e Márcio França pretende utilizar esse argumento como um dos pilares centrais de sua estratégia de campanha para conquistar o eleitorado paulista nos próximos meses.
Fernando Haddad oficializa chapa eleitoral
A disputa eleitoral de 2026 em São Paulo ganha contornos de polarização acentuada com as declarações proferidas nesta quinta-feira. Tarcísio de Freitas, que serviu como ministro da Infraestrutura no governo de Jair Bolsonaro, mantém sua base de apoio consolidada enquanto busca a reeleição. A coligação liderada pelo PT e pelo PSB aposta na narrativa de independência administrativa para tentar reverter a vantagem do atual governador nas pesquisas de intenção de voto.
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