Luiz Fernando Costa de Lourdes defende a implementação da metodologia IATIVA para transformar o uso de inteligência artificial nas escolas brasileiras. O educador argumenta que a tecnologia deve servir como ferramenta de pensamento crítico e não apenas como um recurso para copiar conteúdos. A proposta surgiu em 2024 como uma resposta à necessidade de reformular a aprendizagem diante da rápida adoção de ferramentas digitais no ambiente escolar.
Uso de IA na educação
O cenário atual revela um descompasso entre a alta adesão tecnológica e a eficácia pedagógica no Brasil. Segundo dados da Fundação Itaú, 84% dos estudantes brasileiros já utilizaram ferramentas de inteligência artificial, enquanto 79% dos professores também recorrem a essas tecnologias. No entanto, a OCDE aponta que a maioria dos docentes utiliza os sistemas apenas para tarefas administrativas, como gerar planos de aula e resumir tópicos, em vez de avaliar o desempenho dos alunos.
A pesquisa do Adobe Digital Insights de 2025 coloca o Brasil na liderança global de uso de inteligência artificial entre estudantes, superando a Índia. Apesar da escala, apenas 36% dos professores utilizam a tecnologia para avaliar trabalhos e 39% para gerar devolutivas aos estudantes. O documento orientador do MEC sobre o tema e as diretrizes do CNE buscam organizar esse uso, enquanto a Portaria 2.664/2026 do CNPq regula a aplicação da inteligência artificial generativa na pesquisa científica.
Metodologia IATIVA nas escolas
Luiz Fernando Costa de Lourdes afirma que a metodologia ativa tradicional foi desenhada para um mundo sem inteligência artificial e precisa de atualização urgente. O especialista sustenta que o aluno não deve terceirizar o pensamento, mas aprender a cocriar e desenvolver autoria com o auxílio das máquinas. A UNESCO reforçou essa necessidade em 2023, ao publicar um guia global que convoca instituições de ensino a repensar os métodos de validação da aprendizagem.
O setor educacional brasileiro enfrenta agora o desafio de transitar do vazio normativo para a aplicação prática em sala de aula. O poder público avançou com a criação de marcos regulatórios em 2026, mas a transição exige que a tecnologia deixe de ser um acessório e se torne o ingrediente estruturante das aulas. A mudança impacta diretamente a formação de estudantes que já utilizam a inteligência artificial como suporte cotidiano em suas atividades escolares.
Regulação da IA no Brasil
Os próximos passos envolvem a aplicação das diretrizes do CNE e a observância das normas estabelecidas pelo MEC nas escolas de todo o país. As instituições de ensino devem consultar o documento orientador “Inteligência Artificial na Educação Básica” para alinhar suas práticas pedagógicas às novas exigências regulatórias. O acompanhamento dessas normas será fundamental para garantir que o uso da tecnologia promova o desenvolvimento cognitivo dos alunos conforme as metas educacionais vigentes.
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