Ludmilla bloqueia perfil Universo LGBTQIA+ após cobrança pública

A cantora Ludmilla bloqueou o perfil Universo LGBTQIA+ na rede social X nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. A medida ocorreu após a página cobrar publicamente um posicionamento da artista sobre sua amizade com o empresário Rodrigo Branco. O perfil alegou que a cantora deveria se manifestar contra o aliado, que foi condenado judicialmente por episódios de racismo.

Bloqueio de perfil

O conflito ganhou visibilidade após o perfil Universo LGBTQIA+ publicar uma série de mensagens criticando a postura de Ludmilla. A página afirmou que sempre apoiou a cantora, inclusive em momentos em que ela foi vítima de ataques racistas. O bloqueio foi interpretado pelos administradores da conta como uma resposta negativa à solicitação de coerência sobre o caso envolvendo Thelma Assis.

A Justiça de São Paulo condenou Rodrigo Branco a pagar R$ 40 mil por danos morais, além da incidência de juros e correção monetária. O processo, que durou seis anos, reconheceu a existência de racismo estrutural nas falas do empresário durante uma transmissão ao vivo em 2020. Na ocasião, ele afirmou que a torcida por Thelma Assis no programa BBB 20 seria um ato de racismo e desmereceu a trajetória da médica.

Condenação de Rodrigo Branco

O perfil Universo LGBTQIA+ destacou a contradição da artista ao relembrar episódios anteriores de defesa de direitos. “É curioso perceber que, quando a violência atinge a própria artista, espera-se solidariedade e posicionamento”, afirmou a página em sua publicação oficial. A conta também mencionou a mobilização realizada em 2016 para impedir a participação de Val Marchiori na Parada LGBT+ de Campinas, após a socialite comparar o cabelo de Ludmilla a uma palha de aço.

A pressão dos fãs gerou efeitos práticos na conduta digital da cantora. Embora tenha bloqueado o perfil que a questionou, Ludmilla cedeu às críticas de outros seguidores e deixou de seguir Rodrigo Branco em suas redes sociais. O empresário também foi alvo de críticas por declarações contra a jornalista Maju Coutinho durante a mesma live de 2020, na qual sugeriu que mulheres negras seriam favorecidas profissionalmente apenas pela cor da pele.

Caso Thelma Assis

O caso reforça o debate sobre a responsabilidade de figuras públicas em relação às suas conexões pessoais e posicionamentos políticos. A decisão judicial contra Rodrigo Branco estabeleceu um precedente importante ao reconhecer o desmerecimento da trajetória de Thelma Assis como uma forma de racismo. Até o momento, a assessoria de Ludmilla não se manifestou sobre o bloqueio ou sobre a decisão de parar de seguir o empresário.

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