O ativista tibetano Logba Rangzen morreu nesta quinta-feira (2/7) após atear fogo ao próprio corpo em um protesto político. O incidente ocorreu nas proximidades da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), localizada em Nova York, nos Estados Unidos.
Protesto no Tibete
A Polícia de Nova York socorreu o homem e o encaminhou ao Hospital Bellevue, mas ele não resistiu à gravidade das queimaduras. A identificação de Logba Rangzen foi confirmada pela imprensa do Tibete, que destacou o apelo do ativista pela independência da região. Horas antes do ato, o homem publicou um vídeo em suas redes sociais detalhando os motivos de sua manifestação.
Dados da organização Free Tibet indicam que mais de 150 pessoas atearam fogo ao próprio corpo desde março de 2009 dentro do território tibetano. O movimento busca a separação política do Tibete em relação à China, que administra a área como uma região autônoma. A prática de autoimolação tornou-se um método recorrente entre os manifestantes que reivindicam a soberania da região.
Morte de Logba Rangzen
Salih Hudayar, ministro das Relações Exteriores e Segurança do Turquestão Oriental, criticou a postura internacional diante da situação. Segundo Salih Hudayar, a ocupação colonial chinesa de 75 anos deixou o povo sem alternativas para ser ouvido por um mundo que, conforme o ministro, desviou o olhar. Após a confirmação da morte, manifestantes tibetanos se reuniram em frente à ONU para exigir que o Partido Comunista Chinês seja responsabilizado pela repressão contínua.
O Tibete enfrenta um longo histórico de tensões políticas e sociais devido ao controle exercido pelo governo chinês. A comunidade internacional observa os desdobramentos desses protestos, que frequentemente ocorrem em locais de grande visibilidade diplomática. A morte de Logba Rangzen gerou novas mobilizações de grupos que apoiam a causa tibetana e pedem intervenções globais.
ONU Nova York
Manifestantes permanecem organizados em atos públicos para denunciar a situação enfrentada pelos tibetanos. O grupo Bodpa Warriors divulgou registros das reuniões em frente à ONU nesta sexta-feira (3/7), reforçando a demanda por ações concretas contra a repressão.
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