A perícia técnica anexada ao processo judicial revelou indícios de violência sexual contra Vitória Silva de Oliveira Pedroso, de 20 anos, antes de seu assassinato. O crime ocorreu em fevereiro de 2026, na região do Valo Velho, na Zona Sul da capital paulista. A estudante trabalhava em um supermercado localizado em Itapecerica da Serra, cidade onde residia.
Laudo pericial caso Vitória
O advogado da família da vítima pretende solicitar ao Ministério Público o aditamento da denúncia contra Bruno Rodrigues Martins, de 25 anos. O suspeito, que era ex-companheiro da jovem, encontra-se preso pelo feminicídio e confessou o crime após ser localizado na casa de uma irmã. A defesa busca agora que ele responda também pelo crime de estupro, conforme os novos elementos periciais apresentados.
Vitória Silva de Oliveira Pedroso possuía histórico de proteção pelo programa Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal de Itapecerica da Serra. A jovem acionou o botão do pânico cerca de 30 dias antes de ser morta, após sofrer uma agressão. O acusado chegou a ser detido anteriormente, mas obteve liberdade após passar por uma audiência de custódia.
Acusação de estupro em Itapecerica
A vítima mudou de endereço na tentativa de se proteger, porém a nova residência não foi incluída no sistema de monitoramento das autoridades. O suspeito, Bruno Rodrigues Martins, justificou o assassinato alegando motivação por ciúmes durante o depoimento prestado após sua prisão. A família da vítima aguarda agora a análise do pedido de ampliação da denúncia pela Justiça.
O sistema de proteção às mulheres em Itapecerica da Serra enfrenta questionamentos sobre a eficácia do monitoramento após a falha no registro do novo endereço da vítima. A segurança pública local lida com o impacto do caso, que expõe as vulnerabilidades enfrentadas por mulheres que buscam auxílio institucional contra agressores reincidentes. O desfecho do processo depende da aceitação da nova tese jurídica pelo Ministério Público.
Justiça analisa denúncia contra Bruno Martins
O caso segue em tramitação no Poder Judiciário, com a expectativa de que o aditamento da denúncia seja apreciado pelo magistrado responsável. A família de Vitória Silva de Oliveira Pedroso mantém a mobilização para que o histórico de violência do réu seja considerado na dosimetria da pena. Novas audiências devem ser agendadas para a instrução processual com a inclusão das provas periciais.
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