Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella consolidam direita sul-americana

Keiko Fujimori alcançou vantagem irreversível na eleição presidencial do Peru na madrugada de quarta-feira, 24 de junho. O pleito colombiano confirmou a vitória de Abelardo de la Espriella no último domingo, 21 de junho. Ambos os resultados alteram o mapa político da América do Sul e fortalecem o bloco de direita no subcontinente.

Eleições na Colômbia e Peru

A ascensão de Keiko Fujimori ocorreu após a candidata abrir cerca de 42 mil votos de diferença sobre Roberto Sánchez. O resultado peruano ainda aguarda validação oficial da autoridade eleitoral local. A vantagem da candidata foi impulsionada pelos votos de peruanos residentes no exterior, onde ela obteve mais de 63% da preferência.

Abelardo de la Espriella venceu a disputa presidencial na Colômbia com 49,66% dos votos válidos. O candidato de extrema direita superou o senador Iván Cepeda, que registrou 48,7% do total. A diferença entre os dois concorrentes foi de aproximadamente 250 mil votos, conforme a apuração preliminar divulgada após o pleito de 21 de junho.

Avanço da direita na América

O cientista político Rogério Pereira atribui o avanço da direita a uma combinação de instabilidades econômicas e crises políticas ligadas à corrupção. Segundo ele, a frustração popular com promessas não cumpridas impulsiona a busca por mudanças, independentemente da ideologia partidária. O especialista Henrique Hellas complementa que a rejeição ao modelo político tradicional e a insegurança pública favorecem candidaturas de direita e extrema direita.

A região conta atualmente com sete países governados por líderes de direita, centro-direita ou extrema-direita, totalizando 58,3% da população sul-americana. O grupo é composto por Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. Em contraste, Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname permanecem sob o comando de lideranças de esquerda ou centro-esquerda.

Mudança no mapa político regional

A consolidação do movimento ocorreu após as vitórias de Rodrigo Paz na Bolívia, em outubro de 2025, e de José Kast no Chile, em dezembro do mesmo ano. O cenário atual inverte a tendência observada em 2015, quando oito dos 12 países da região eram liderados por governos alinhados à esquerda. A alternância de poder reflete ciclos históricos recorrentes na política sul-americana desde a década de 1990.

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