Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, passa por exame de sanidade mental nesta sexta-feira, 26 de junho. A ré está detida no Presídio Feminino Regional de Joinville desde o dia 2 de junho por crimes de estelionato e falsa identidade. O juiz responsável pelo caso em Santa Catarina suspendeu o andamento do processo judicial até que a Polícia Científica finalize o laudo pericial.
Exame de sanidade mental
A defesa de Amanda Maria Souza de Oliveira solicitou a avaliação psiquiátrica para determinar se a acusada possuía plena consciência de seus atos durante o período em que residiu com uma família em Pirabeiraba. A mulher viveu com o casal por 14 meses, período no qual chegou a ganhar uma festa de aniversário de 12 anos. Ela utilizava mamadeiras, chupetas e afinava a voz para sustentar a farsa de que era uma criança com desenvolvimento físico comprometido por traumas.
O histórico de golpes de Amanda Maria Souza de Oliveira abrange ao menos sete estados brasileiros, incluindo Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em 2021, ela cumpriu seis meses de prisão no Rio Grande do Sul após obter vaga em um abrigo público para menores. A fraude em Joinville foi descoberta no final de maio, quando uma familiar dos anfitriões pesquisou o nome da suposta adolescente na internet e localizou reportagens sobre casos idênticos.
Fraude em Joinville
O Ministério Público de Santa Catarina denunciou a ré por estelionato após constatar que ela obteve moradia, alimentação e medicamentos sob falsos pretextos. A investigação aponta que a mulher se aproximou da família religiosa alegando experiência em panificação antes de iniciar a simulação de vulnerabilidade infantil. O comportamento incluía crises emocionais simuladas durante a madrugada e a alegação de ser autista para justificar a aparência adulta.
Famílias e instituições de acolhimento em cidades como Belo Horizonte e Montes Claros também foram alvos da mesma estratégia de manipulação. A recorrência do crime em diferentes regiões do país demonstra um padrão de comportamento focado na obtenção de assistência financeira e abrigo através da exploração da boa-fé de terceiros. O Poder Judiciário catarinense aguarda agora o resultado do exame para decidir se a ré é imputável pelos crimes cometidos.
Processo judicial Amanda Oliveira
O processo permanece paralisado até a entrega do laudo técnico pela Polícia Científica. Caso a perícia confirme a sanidade mental, o julgamento de Amanda Maria Souza de Oliveira deve prosseguir conforme os trâmites legais previstos pelo Código Penal.
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