O Ministério das Relações Exteriores publicou nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, uma nota oficial contra o que classificou como traidores da Pátria. O comunicado associa o aumento de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a uma tentativa de interferência direta na justiça brasileira. A diplomacia brasileira sustenta que o cenário atual de tensão econômica decorre de ações articuladas por figuras políticas nacionais junto a autoridades estrangeiras.
Itamaraty critica tarifas
O governo brasileiro identifica o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo como os principais responsáveis pela articulação. Segundo o documento, ambos buscaram apoio internacional contra decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Itamaraty afirma que tais movimentações resultaram em prejuízos financeiros diretos para a economia nacional e para milhares de cidadãos brasileiros.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos propôs recentemente uma tarifa de 25% contra produtos brasileiros, alegando práticas comerciais irrazoáveis. Adicionalmente, uma investigação sobre suposto trabalho forçado no país recomenda uma taxação suplementar entre 10% e 12,5%. Em abril de 2025, o presidente Donald Trump incluiu o Brasil em um pacote de tarifas de 10%, elevando a alíquota para 50% meses depois, embora essa medida tenha sido derrubada pela justiça norte-americana.
Eduardo Bolsonaro e sanções
A nota oficial do Itamaraty exige uma retratação pública dos envolvidos pelos danos causados ao país. O texto enfatiza que os responsáveis devem um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos econômicos gerados pela ofensiva comercial. O governo brasileiro reitera que o chamado tarifaço tem origem em uma tentativa de interferência externa na soberania do sistema judiciário nacional.
A economia brasileira enfrenta instabilidade devido à pressão comercial exercida pelo governo de Donald Trump desde o ano passado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma carta do líder norte-americano citando o julgamento de Jair Bolsonaro como um dos fatores motivadores das sanções. A continuidade das discussões sobre a proposta de 25% segue sob análise do governo dos Estados Unidos, mantendo o setor exportador em alerta.
Tensões comerciais Brasil EUA
As autoridades norte-americanas mantêm as investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo brasileiro aguarda o desfecho das negociações comerciais enquanto monitora os impactos das sanções nas relações diplomáticas com Washington. Não houve manifestação de Eduardo Bolsonaro ou Paulo Figueiredo até a publicação desta matéria.
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