O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (24/6) que as Forças de Defesa de Israel não deixarão o sul do Líbano. A declaração ocorreu durante o evento Muni Expo, realizado em Tel Aviv, em resposta a exigências internacionais para um acordo de paz.
Israel Katz e Líbano
A permanência das tropas israelenses contraria uma das condições impostas pelo Irã para finalizar o conflito com os Estados Unidos. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou a postura do governo ao declarar publicamente nesta quarta-feira que não pretende se render. O impasse ocorre mesmo após a assinatura de um memorando de entendimento na semana passada, que previa uma trégua de 60 dias.
O conflito na região já resultou na morte de 4192 pessoas e deixou 12171 feridos no Líbano desde o dia 2 de março, conforme dados do Ministério da Saúde libanês. Do lado israelense, o saldo de baixas militares é de 32 soldados mortos em confrontos com o grupo Hezbollah. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a gestão de Benjamin Netanyahu e cobrou maior responsabilidade do premiê nas operações militares.
Benjamin Netanyahu e Hezbollah
Israel Katz justificou a decisão de manter o controle territorial citando riscos de segurança para a população. O ministro afirmou que 200 mil moradores libaneses não retornarão às suas casas devido ao histórico de ataques com bombas à beira de estradas contra soldados. Em paralelo, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, negou planos de permitir inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica em instalações nucleares, contrariando afirmações de Donald Trump e do vice JD Vance.
O governo dos Estados Unidos busca estabilizar a região através de negociações que incluem a garantia de trânsito livre no Estreito de Ormuz. Donald Trump afirmou nas redes sociais que o Irã prometeu não cobrar taxas na rota marítima, embora os pontos fundamentais do programa nuclear iraniano permaneçam sem solução. O cenário de instabilidade persiste, com o Hezbollah acusando Israel de violar o cessar-fogo que deveria ter entrado em vigor na última sexta-feira (19/6).
Donald Trump e Irã
As negociações diplomáticas seguem em curso entre as potências envolvidas para tentar definir os termos finais do acordo. O desfecho depende da resolução de impasses sobre o monitoramento nuclear e a retirada de tropas, temas que ainda não possuem consenso entre as partes.
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