Instituto Nacional de Meteorologia anuncia inverno mais quente por causa do El Niño

O meteorologista Melquizedek Rafael Duarte da Silva do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) declarou, nesta domingo, 21 de junho de 2026, que o inverno oficial do Hemisfério Sul iniciou‑se às 05h24 do mesmo dia. O início da estação ocorre em todo o território brasileiro e se estenderá até 22 de setembro.

Segundo a previsão da Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (NOAA), o fenômeno climático El Niño está ativo e deve influenciar o clima brasileiro neste inverno. Melquizedek Rafael Duarte da Silva explicou que o aquecimento das águas equatoriais do Pacífico cria um bloqueio atmosférico próximo a São Paulo, impedindo a entrada de frentes frias tanto no Sudeste quanto, em menor grau, no Centro‑Oeste. O efeito esperado é a elevação das temperaturas médias nessas regiões em comparação com invernos típicos.

A análise do Inmet indica que as temperaturas podem permanecer acima da média por até quatro a cinco meses, prolongando o período de calor além do habitual de dois a três meses. Além disso, o El Niño tende a intensificar a precipitação no Sul do país, aumentando o risco de eventos extremos de chuva intensa em curtos intervalos de tempo. Melquizedek Rafael Duarte da Silva ressaltou que o inverno já costuma ser chuvoso no Sul, e o acréscimo provocado pelo El Niño pode agravar essas condições.

> “A gente pode não ter um inverno tão frio quanto a gente já teve”, afirmou Melquizedek Rafael Duarte da Silva, meteorologista do Inmet.

> “O El Niño acaba criando um bloqueio, principalmente próximo a São Paulo e não permite que as frentes frias avancem tanto para a região do Sudeste e também um pouco para a região Centro‑Oeste”, completou o especialista.

> “O El Niño favorece a ocorrência de mais chuvas na região Sul, podendo causar eventos extremos de chuva, com chuva muito forte um curto período de tempo”, explicou o meteorologista.

O clima mais ameno no Sudeste e Centro‑Oeste pode reduzir a demanda por aquecimento residencial, impactando o consumo de energia elétrica das concessionárias. Por outro lado, o aumento da precipitação no Sul eleva o risco de alagamentos e deslizamentos, exigindo atenção das prefeituras e do Corpo de Bombeiros. Historicamente, invernos mais úmidos têm causado interrupções no transporte rodoviário e ferroviário, afetando a logística de mercadorias agrícolas e industriais.

Nos próximos dias, o Inmet divulgará boletins semanais detalhando as evoluções das temperaturas e dos volumes de chuva nas diferentes regiões. As autoridades estaduais deverão ajustar os planos de contingência de emergência, especialmente nas áreas de risco de inundação no Sul, conforme as projeções climáticas forem refinadas.


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