O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabilizou 19.462 focos de incêndio em todo o território nacional entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026. O levantamento realizado pelo sistema BDQueimadas aponta um aumento de 0,96% nas ocorrências em comparação ao mesmo período de 2025, quando o país registrou 19.277 eventos.
Monitoramento de queimadas
O bioma Cerrado concentrou a maior parte das chamas no semestre, totalizando 7.580 focos, o que representa 38,9% do volume nacional. A Amazônia aparece na sequência com 6.438 registros, seguida pela Mata Atlântica com 2.617, Caatinga com 2.476, Pantanal com 208 e Pampa com 143.
Os dados consolidados pelo Inpe revelam que, apenas no mês de junho de 2026, o Brasil somou 5.209 focos de incêndio, uma redução de 14,04% frente aos 6.060 casos de junho de 2025. O estado do Mato Grosso liderou o ranking estadual no último mês com 1.440 registros, seguido por Tocantins com 1.109 e Bahia com 625.
Dados do Cerrado
O monitoramento detalhado do BDQueimadas permite que órgãos ambientais e pesquisadores acompanhem a evolução das queimadas em tempo real. O acesso público a essas informações está disponível no portal oficial do Inpe pelo endereço eletrônico https://queimadas.dgi.inpe.br/queimadas/portal. A transparência desses dados é fundamental para a gestão de políticas públicas voltadas à preservação dos biomas brasileiros e ao controle de desastres naturais.
O governo federal mantém estratégias de enfrentamento aos impactos climáticos que afetam o setor agropecuário e a saúde pública. O Ministério do Meio Ambiente e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais coordenam ações de vigilância para mitigar os danos causados pelo fogo. O Ministério da Saúde também estruturou um plano específico para preparar o SUS diante dos efeitos do fenômeno El Niño.
Inpe e meio ambiente
As autoridades ambientais seguem monitorando as áreas de risco para evitar o agravamento da situação nos próximos meses. O governo federal instituiu um grupo de trabalho focado no acompanhamento dos efeitos do El Niño no agronegócio nacional. O desmatamento na Amazônia apresentou recuo de 31% nos últimos dez meses, conforme dados oficiais acompanhados pelo poder público.
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