O ex-lutador de kickboxing Andrew Tate, de 38 anos, lidera um movimento de influenciadores digitais que dissemina discursos misóginos em redes sociais. O fenômeno, originado no Reino Unido, expandiu sua influência para países da África e da América Latina, atraindo milhões de seguidores. A repórter Jacqui Wakefield documentou como essa indústria utiliza algoritmos para monetizar o desprezo pelas mulheres.
Influenciadores digitais e misoginia
A estrutura de negócios da chamada machosfera baseia-se na criação de vídeos que alternam entre o suposto empoderamento masculino e ataques diretos ao feminismo. Esse modelo de monetização transformou o ódio em um produto lucrativo, com criadores de conteúdo espalhados por diversas regiões. A investigação de Jacqui Wakefield detalha o impacto dessa estratégia no cotidiano de mulheres no Quênia e no México.
O alcance da rede de Andrew Tate é medido pela quantidade massiva de seguidores que consomem diariamente os materiais produzidos pelo ex-atleta. A indústria explora a polarização digital, onde o engajamento gerado por conteúdos controversos favorece a entrega algorítmica para novos usuários. O crescimento financeiro desses influenciadores acompanha a expansão geográfica do movimento, que agora atinge públicos em diferentes continentes.
Lucro com discursos de ódio
A repórter Jacqui Wakefield realizou entrevistas com influenciadores, fãs dedicados e mulheres afetadas diretamente pelas consequências desse discurso. O material produzido pela jornalista expõe o custo social da disseminação de ideologias que promovem a desigualdade de gênero. As vozes captadas no vídeo revelam como a retórica online se traduz em hostilidade no ambiente físico.
O ecossistema digital facilita a globalização de comportamentos que antes eram restritos a nichos específicos em países desenvolvidos. Governos e plataformas de tecnologia enfrentam o desafio de conter a propagação de mensagens que incitam a violência contra a mulher. A análise da trajetória de Andrew Tate demonstra como o marketing de influência pode ser utilizado para consolidar ideologias prejudiciais em escala mundial.
Impacto da machosfera no mundo
As investigações sobre o funcionamento da machosfera seguem em curso com o monitoramento das práticas adotadas pelos principais nomes do setor. O conteúdo completo produzido por Jacqui Wakefield sobre o impacto desses influenciadores no Quênia e no México está disponível para consulta no portal oficial da BBC. A reportagem detalha os mecanismos utilizados por esses criadores para manter a relevância e o lucro nas plataformas digitais.
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