Governo brasileiro instala representação fiscal em Pequim

O Ministério da Fazenda inaugurou nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, a Adidância Tributária e Aduaneira da Receita Federal em Pequim. A cerimônia oficial ocorreu na embaixada do Brasil na capital chinesa com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Esta unidade representa a primeira instalação do órgão fora do continente americano, consolidando uma mudança na estratégia diplomática brasileira.

Adidância Tributária na China

A subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, assumirá a chefia da nova representação diplomática. O objetivo central da estrutura é promover a cooperação direta no comércio internacional, facilitando o intercâmbio de informações aduaneiras e o monitoramento de transações financeiras. A iniciativa busca integrar os sistemas de controle entre os dois países, que mantêm a China como a principal parceira comercial do Brasil atualmente.

O Brasil passa a contar com adidos tributários e aduaneiros em 5 embaixadas ao redor do mundo, incluindo a representação em Buenos Aires, na Argentina. A instalação da unidade chinesa ocorre exatamente 6 meses após a Polícia Federal inaugurar sua própria adidância no mesmo país. O volume expressivo de contêineres e o fluxo constante de mercadorias entre as nações motivaram o reforço institucional para garantir a segurança das trocas comerciais.

Receita Federal em Pequim

Dario Durigan destacou a importância de prevenir que o fluxo internacional de bens seja utilizado para atividades ilícitas. O ministro afirmou que o governo precisa cuidar para que o Brasil não sirva como porta de entrada ou saída para drogas e armas. Segundo o titular da Fazenda, a experiência da adidância brasileira nos Estados Unidos serve como modelo para combater infiltrações de organizações criminosas no trânsito de mercadorias.

A estrutura administrativa da Receita Federal amplia o controle sobre as operações de importação e exportação que movimentam a economia nacional. O fortalecimento da presença institucional em Pequim visa garantir maior transparência nas transações e agilidade na resolução de impasses fiscais. O governo brasileiro mantém o monitoramento constante das rotas comerciais para assegurar a conformidade tributária e a integridade das fronteiras nacionais.

Cooperação comercial Brasil China

As autoridades brasileiras pretendem utilizar a nova adidância para estreitar o diálogo técnico com os órgãos de controle chineses. A cooperação institucional deve permitir uma resposta mais rápida contra remessas ilegais e outras irregularidades financeiras detectadas no comércio bilateral. O Ministério da Fazenda não detalhou novas contratações, mas confirmou que a gestão da unidade seguirá sob a responsabilidade direta da subsecretária Andrea Costa Chaves.

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