Governo brasileiro contesta tarifas impostas por Donald Trump

O governo brasileiro avalia que a imposição de tarifas sobre produtos nacionais pelos Estados Unidos possui motivação política ligada ao pleito presidencial de outubro de 2026. O Ministério das Relações Exteriores afirmou, por meio de sua conta oficial no X, que a medida reflete uma tentativa de interferência externa na justiça do Brasil. A pasta mantém canais de interlocução abertos com a gestão de Donald Trump para reverter o cenário atual.

Tarifas dos EUA

A recomendação de taxação partiu do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense. O órgão alega que o Brasil adota práticas desleais, incluindo ataques contra o sistema Pix para beneficiar empresas de pagamento dos Estados Unidos. O governo brasileiro rebateu as acusações, classificando a decisão como um ato de protecionismo comercial unilateral e ingerência em assuntos internos.

As tarifas extras de 25% incidem sobre parte dos produtos brasileiros e possuem prazo final para definição em 15 de julho. O governo brasileiro cumpre uma agenda de reuniões com representantes da Casa Branca até a data limite para tentar evitar a aplicação definitiva das taxas. O país busca demonstrar que suas políticas internas não prejudicam o comércio bilateral, especialmente considerando que os Estados Unidos possuem superávit comercial com o Brasil.

Governo brasileiro contesta

O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou publicamente a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao tema. Durante evento em São Paulo nesta sexta-feira, 26 de junho, Geraldo Alckmin afirmou que o pré-candidato à Presidência da República trabalha contra os interesses nacionais. O vice-presidente classificou a tentativa de negociação paralela de Flávio Bolsonaro como uma ação ineficaz para remediar os impactos econômicos das tarifas.

A política de segurança nacional de Donald Trump, publicada em dezembro de 2025, orienta a busca pela proeminência dos Estados Unidos na América Latina. O documento visa afastar atores externos, como a China, da região e consolidar a influência de Washington. Donald Trump compartilhou recentemente um artigo que define a eleição brasileira como um teste para os interesses estadunidenses, sugerindo que a saída de Luiz Inácio Lula da Silva favoreceria a Casa Branca.

Eleições 2026 Brasil

Representantes de Brasília e Washington seguem em negociações para buscar um acordo comercial antes do prazo de 15 de julho. O governo brasileiro reconhece que a tarefa é difícil, dado o interesse de Donald Trump em evitar medidas que favoreçam a atual gestão brasileira antes das eleições. As tratativas continuam sendo conduzidas pelos canais oficiais de diplomacia entre os dois países.

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