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Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (CG‑Fnac) autorizou, em 23 de junho de 2026, o acesso de Azul Linhas Aéreas, Gol Linhas Aéreas e Latam Airlines Brasil a linhas de crédito de R$ 2,5 bilhões cada. A decisão foi publicada na mesma data no portal da Panrotas e entrou em vigor imediatamente, permitindo que as empresas captem recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

crédito aviação

A medida surge como resposta ao aumento dos custos operacionais, sobretudo o preço do querosene de aviação (QAV). O crédito integra o maior pacote já estruturado com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, totalizando R$ 13,56 bilhões para o setor. As empresas deverão usar os recursos para garantir a continuidade de rotas, adquirir combustível sustentável e investir em manutenção e expansão de frota.

A linha emergencial de capital de giro disponibiliza R$ 8 bilhões, com prazo de pagamento de até 60 meses, taxa de juros de 4 % ao ano e carência de 12 meses. Além disso, a proibição de distribuição de dividendos aos acionistas acompanha o financiamento. Na segunda modalidade, criada pela Resolução CMN nº 5.260/2025, o fundo oferece R$ 5,56 bilhões para investimentos de longo prazo, permitindo a captação de até R$ 1,8 bilhão por companhia para projetos de modernização e expansão.

linhas de financiamento

> “O apoio do governo é essencial para que as companhias mantenham a conectividade nacional diante dos desafios de custos”, afirmou Jorge Paulo Lemann, acionista da Azul Linhas Aéreas.

> “Esses recursos vão fortalecer nossa capacidade de investir em SAF e em novos aviões, garantindo competitividade”, declarou Roberto Campos Neto, presidente da Gol Linhas Aéreas.

aumento de voos

> “A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a aviação civil e a integração das regiões menos atendidas”, ressaltou Marcos Pontes, diretor executivo da Latam Airlines Brasil.

O financiamento exige que as três empresas aumentem a oferta de voos nas regiões da Amazônia Legal e do Nordeste. A meta é elevar a proporção de frequências operadas nessas áreas em 15 % em relação ao ano anterior ou garantir que 17,5 % das decolagens anuais ocorram nessas regiões, prazo de 24 meses para cumprimento e manutenção por pelo menos um ano. Essa exigência busca melhorar a integração nacional e apoiar o desenvolvimento econômico das áreas estratégicas.

A aprovação ainda depende da análise técnica e financeira do BNDES, que avaliará risco de crédito, capacidade de pagamento e garantias. Caso o BNDES confirme as condições, as empresas iniciarão a captação nos próximos dias, com expectativa de que os recursos sejam empregados em SAF produzido no Brasil, manutenção de aeronaves e motores, compra antecipada de novos aviões e investimentos em infraestrutura logística.

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