Equipes resgatam Klieber Morán após terremotos na Venezuela

A equipe da Defesa Civil da Jordânia resgatou Klieber Morán, de 3 anos, na terça-feira (30/6), após seis dias soterrado em La Guaira. O menino foi localizado sob os escombros dos terremotos que atingiram a Venezuela na última semana. Socorristas registraram o momento da retirada da criança, que foi aplaudida pela equipe de busca durante a operação.

Resgate em La Guaira

O estado de saúde de Klieber Morán é considerado estável após o atendimento inicial prestado pelos jordanianos. Ele foi transferido para um hospital em Caracas para receber cuidados médicos especializados. A região de La Guaira permanece como o principal foco das operações de resgate, onde moradores e equipes internacionais buscam sobreviventes entre os destroços.

O balanço oficial aponta 1.943 mortos e 10.57 feridos em decorrência dos dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5. O Comitê Internacional de Resgate (IRC) estima que 50 mil pessoas continuam desaparecidas sob os escombros. A janela crítica de sobrevivência, fixada em 72 horas pelos especialistas, foi superada pelo menino, que permaneceu soterrado por 144 horas.

Sobrevivência após terremoto

A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o resgate de Klieber Morán renova a esperança das equipes de busca. Nicole Kast, diretora do IRC na Venezuela, descreveu a situação nos abrigos como devastadora para mulheres e crianças. Segundo Nicole Kast, o impacto psicológico dos tremores secundários gera pânico constante entre os desabrigados que perderam seus familiares.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) confirmou que a escassez de alimentos e a interrupção de serviços básicos afetam a população de La Guaira. As comunicações na região estão praticamente cortadas, dificultando a coordenação do auxílio humanitário. A falta de documentos e medicamentos agrava a vulnerabilidade das famílias que buscam proteção nos abrigos montados pelo governo em diferentes estados.

Crise humanitária na Venezuela

As operações de busca continuam, embora o IRC considere improvável a localização de novos sobreviventes após o encerramento da janela crítica. O governo da Venezuela mantém os abrigos ativos para atender as vítimas que perderam suas residências. As tensões sociais aumentam na região devido à limitação no acesso aos recursos de assistência básica.

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