Defesa Civil de Embu das Artes realizou, entre 17 e 21 de junho, cinco oficinas do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). Os encontros aconteceram em locais como a Associação Amigos do Jardim Silvia e a Igreja Santo Antônio, reunindo moradores, técnicos e representantes municipais.
O PMRR integra o programa Periferia sem Risco, criado pelo Ministério das Cidades. Em parceria com a empresa Rhama Analysis Consultoria Ambiental e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), a iniciativa busca identificar áreas de risco hidrológico e geológico. As oficinas permitem que a população vulnerável apresente demandas e colabore na definição de soluções de engenharia e urbanismo.
A agenda inclui cinco sessões: 17/6 às 19h na Associação Amigos do Jardim Silvia (Rua Piauí, 326); 18/6 às 19h na E. M. Mellone (Rua Professor Cândido Motta Filho, 150); 20/6 às 9h na Igreja Santo Antônio (Rua Nossa Senhora da Conceição, 232); 20/6 às 14h na Comunidade Católica Santa Luzia (Rua Erval Seco, 246); e 21/6 às 9h na E. M. Jequitibá (Rua das Araucárias, 534). Cada encontro tem duração de quatro a cinco horas, totalizando mais de 20 horas de diálogo direto com a comunidade.
“Essas oficinas são fundamentais para mapear vulnerabilidades e planejar intervenções que realmente protejam a população”, afirmou Carolina Silva, coordenadora da Defesa Civil de Embu das Artes. Rafael Oliveira, consultor da Rhama Analysis, acrescentou que “o trabalho conjunto com a UNOPS garante rigor técnico nas análises de risco”. Já Mariana Costa, líder da Associação Amigos do Jardim Silvia, destacou a importância do espaço para que moradores expressem suas preocupações.
A prefeitura de Embu das Artes tem enfrentado episódios recorrentes de alagamentos nos bairros da zona norte. Dados da Defesa Civil apontam que, nos últimos três anos, 12.5 % das áreas urbanas sofreram inundações significativas. O PMRR pretende usar os estudos produzidos nas oficinas para solicitar recursos estaduais e federais, ampliando a capacidade de intervenção em obras de contenção e drenagem.
Com as oficinas encerradas, a próxima fase do PMRR prevê visitas técnicas às áreas mapeadas e a elaboração de um relatório final até o final de julho. O documento servirá de base para a captação de investimentos e para a implementação de medidas preventivas nas comunidades mais expostas.
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