Calor extremo causa 1.300 mortes na Europa

A Organização Mundial da Saúde vinculou 1.300 mortes ocorridas na Europa ao calor extremo desde o dia 21 de junho de 2026. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, confirmou os dados neste domingo, 28 de junho de 2026, destacando a gravidade da situação climática atual. O fenômeno afeta diretamente a rotina de milhões de habitantes em diversos países europeus.

Ondas de calor Europa

O órgão internacional aponta que o continente enfrenta o aquecimento mais acelerado do planeta, sobrecarregando redes elétricas e forçando o fechamento de escolas. A agência francesa de saúde pública, Santé publique France, identificou um aumento de 40% nas mortes em domicílio na França. O impacto é sentido em hospitais e lares de idosos, com maior concentração de casos na região da Île-de-France.

Os registros oficiais indicam que a França contabilizou mais de 1.200 óbitos por todas as causas em 24 de junho de 2026. Nos dias 25 e 26 de junho de 2026, esse número superou a marca de 1.400 mortes diárias. O volume supera a média histórica de 900 a 1.000 falecimentos diários observada nos meses de abril e maio. O sistema de monitoramento atual cobre cerca de 60% da mortalidade nacional, sugerindo que o total real de vítimas pode ser superior.

Mortes por calor extremo

Tedros Adhanom descreveu o calor como um assassino silencioso em seu perfil oficial na rede social X. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde afirmou que as construções europeias, incluindo casas, locais de trabalho e escolas, não possuem adaptação para suportar essas temperaturas elevadas. Atualmente, 150 milhões de pessoas vivem sob condições de calor extremo no continente europeu.

A infraestrutura urbana europeia enfrenta desafios severos diante da necessidade de resfriamento em massa. O fechamento de instituições de ensino e a pressão sobre o fornecimento de energia elétrica refletem a vulnerabilidade das cidades ao clima. A ausência de sistemas de climatização adequados em edifícios antigos agrava o risco para a população, especialmente entre os grupos mais fragilizados.

Saúde Pública França

As autoridades de saúde pública seguem consolidando os dados provenientes das certidões de óbito emitidas nas regiões sob alerta. A perspectiva das agências é de que o número final de mortes aumente à medida que novos registros forem processados pelo sistema nacional. O monitoramento contínuo permanece como a principal ferramenta para avaliar a extensão dos danos causados pela onda de calor.

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