Andrew Jordan aponta desafios da IA no turismo

O CTO da Travelport, Andrew Jordan, participou do TravelTech Show em Londres para discutir a implementação de inteligência artificial no setor de turismo. O executivo destacou que a transição de buscas tradicionais para modelos conversacionais exige maior rigor técnico e segurança. O evento ocorreu em 29 de junho de 2026, reunindo líderes da indústria para analisar o futuro das reservas automatizadas.

IA no turismo

A mudança de paradigma substitui formulários rígidos de origem e destino por interações em linguagem natural, o que aumenta a complexidade das solicitações. Andrew Jordan alertou que a precisão deve ser absoluta, citando o risco de erros geográficos, como a existência de cerca de 14 cidades chamadas Birmingham nos Estados Unidos. A falha na interpretação correta desses destinos pode comprometer a experiência do viajante e a credibilidade das plataformas de reserva.

Harry Herbert, Enterprise GTM Lead da Anthropic, ressaltou que a infraestrutura tecnológica atual ainda enfrenta barreiras significativas para essa evolução. Sistemas legados e dados fragmentados dificultam a integração plena com agentes inteligentes, exigindo a implementação de mecanismos de segurança e regras de controle. O especialista defende que a adoção de protocolos de proteção é fundamental para garantir a confiança do consumidor durante toda a jornada de compra.

Desafios da tecnologia

Andrew Jordan afirmou que o momento da transação exige precisão total, pois não é possível acertar apenas quase tudo. Jason Cincotta, CEO da Kismet, observou que os viajantes preferem utilizar seus próprios assistentes de IA em vez de chatbots proprietários de hotéis. Essa tendência força os estabelecimentos independentes a adaptarem suas plataformas para novos protocolos de comunicação entre inteligências artificiais.

O setor de turismo enfrenta um desafio de adaptação cultural, onde a sociedade precisa desenvolver confiança suficiente para delegar decisões complexas aos sistemas automatizados. Hotéis e agências de viagens deverão evoluir seus modelos de negócio, superando a oferta de incentivos comerciais básicos. A criação de uma infraestrutura que suporte a interação direta entre IAs poderá definir a competitividade das empresas no mercado global.

TravelTech Show Londres

O desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação entre sistemas deve permitir que agentes de IA realizem reservas de forma autônoma. As empresas do setor buscam integrar essas soluções para qualificar processos internos e melhorar a experiência do usuário final. A evolução dos intermediários, como GDSs e agências, será determinante para a sobrevivência em um mercado orientado pela automação.

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