André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS, assinou em 2024 o documento que permitiu ao banco Digimais operar empréstimos consignados. O ex-gestor está preso desde novembro de 2025 sob suspeita de receber R$ 3,4 milhões em propinas entre 2023 e 2024.
André Fidelis e Digimais
A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem na terça-feira (23/6) para investigar fraudes financeiras envolvendo o banco de Edir Macedo. Os agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão e determinaram a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados. João Alvos de Campos, diretor do Digimais, foi um dos alvos da ação policial.
O acordo assinado por André Paulo Felix Fidelis possui validade de cinco anos e foi publicado no Diário Oficial da União em 2024. O Digimais enfrentava problemas de inadimplência desde a pandemia de Covid-19, necessitando de aportes financeiros constantes de Edir Macedo para evitar a quebra. Em janeiro de 2025, o Banco Central rejeitou a venda da instituição para o BlueBank, de Maurício Quadrado, que também é investigado pela Polícia Federal.
Operação Miragem investiga banco
O governo de Tarcísio de Freitas alterou sua postura em relação à instituição financeira após negar inicialmente o credenciamento. Em novembro de 2023, o estado apontou que o banco não atendia às exigências do Decreto nº 60.435/2014. Contudo, em junho de 2025, o secretário Caio Mário Paes de Andrade, da pasta de Gestão e Governo Digital, autorizou o credenciamento do Digimais para oferecer empréstimos e cartões de crédito.
O banco expandiu sua atuação entre outubro de 2023 e janeiro de 2026 ao firmar contratos com institutos de previdência municipais em pelo menos 10 cidades paulistas. A lista inclui municípios como Guarulhos, São José do Rio Preto, Pindamonhangaba, Praia Grande, São Sebastião, Ubatuba, Tambaú, Tupã, São Roque e a capital do estado. A operação financeira permite que as parcelas sejam descontadas diretamente na folha de pagamento dos servidores e beneficiários.
Fraudes no INSS e consignados
A Polícia Federal mantém as investigações sobre o esquema de fraudes financeiras e a atuação de João Alvos de Campos no banco. O caso segue sob apuração para determinar a extensão das irregularidades envolvendo os contratos de consignados firmados com órgãos públicos.
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