Agonistas de GLP-1 reduzem risco de câncer colorretal

Cientistas apresentaram no congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) dados sobre o uso de agonistas do receptor de GLP-1. O estudo analisou pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que possuem maior propensão ao desenvolvimento de tumores. A pesquisa, divulgada em 30 de junho de 2026, sugere uma correlação entre o tratamento medicamentoso e a diminuição de diagnósticos de câncer colorretal.

Agonistas de GLP-1 e câncer

A equipe utilizou a plataforma TriNetX para examinar prontuários eletrônicos de mais de 150 milhões de indivíduos. Entre os 1.137.300 pacientes com doenças inflamatórias intestinais identificados, 70.303 faziam uso regular de agonistas de GLP-1. Os pesquisadores compararam grupos com características clínicas semelhantes para isolar os efeitos do fármaco no organismo ao longo de cinco anos de acompanhamento médico.

Os resultados apontaram que a incidência de câncer colorretal foi de 0,20% entre os usuários dos medicamentos, contra 0,43% no grupo que não utilizava a classe terapêutica. Essa diferença estatística representa uma redução de 51% nas chances de desenvolvimento da doença. Em um subgrupo composto por pacientes com diabetes tipo 2 e inflamação intestinal, a incidência foi de 0,31% entre os usuários de GLP-1 e 0,57% entre os não usuários, indicando uma queda de 46% no risco.

Estudo da ASCO sobre tumores

Os autores do estudo enfatizam que a análise é observacional e não comprova uma relação de causa e efeito direta entre o fármaco e a prevenção do câncer. A melhora do controle metabólico, a perda de peso corporal e a redução de processos inflamatórios sistêmicos são apontadas como hipóteses para os resultados observados. Os pesquisadores reforçam que a indicação dos medicamentos permanece restrita ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, conforme as aprovações regulatórias vigentes.

Pacientes interessados em informações sobre ciência e saúde podem acessar o portal oficial da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em asco.org para verificar as publicações científicas. O uso de canetas emagrecedoras deve ocorrer exclusivamente sob prescrição e acompanhamento de um médico habilitado. A automedicação com o objetivo de prevenir tumores não possui respaldo científico ou clínico até o momento, sendo necessária a realização de novos estudos para validar as descobertas apresentadas.

Redução de risco colorretal

Novas investigações científicas deverão confirmar se os agonistas de GLP-1 possuem propriedades protetoras contra o câncer colorretal em populações mais amplas. O monitoramento contínuo dos pacientes incluídos na base de dados TriNetX servirá de base para futuras publicações sobre o tema. A comunidade médica aguarda dados adicionais antes de considerar qualquer alteração nas diretrizes de tratamento para pacientes com doenças inflamatórias intestinais.

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