As ações do Banco de Brasília (BRB) fecharam cotadas a R$ 3,02 nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026. O valor representa o menor patamar já registrado na história da instituição financeira estatal. O movimento de queda acentuada reflete a desconfiança do mercado diante da crise institucional que atinge o banco.
Queda das ações do BRB
A derrocada financeira do BRB ganhou força após a deflagração da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. As investigações revelaram a compra de carteiras de crédito falsas vinculadas ao Banco Master, gerando um prejuízo avaliado em R$ 8,8 bilhões. O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo por ordem judicial e posteriormente preso. A polícia apurou que Paulo Henrique Costa recebeu propina de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para favorecer o banco privado com recursos públicos.
O cenário atual mostra uma perda de 92% no valor dos papéis em comparação com o preço de R$ 38 praticado há cinco anos. Quem adquiriu ações do BRB em 2021 viu praticamente todo o capital investido desaparecer no mercado financeiro. A instabilidade permanece elevada enquanto o banco tenta reverter o prejuízo bilionário acumulado desde a revelação das fraudes.
Crise no Banco de Brasília
O Governo do Distrito Federal (GDF) busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para capitalizar a instituição e evitar a falência. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou um acordo para viabilizar o crédito, mas o contrato segue sem assinatura. As instituições financeiras que atuariam como fiadoras do negócio impuseram exigências que travam a conclusão da operação.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em 9 de junho, um projeto de lei para ratificar os termos do acordo com o FGC. A medida foi uma tentativa do GDF de destravar o aporte financeiro e conter o desgaste político gerado pela crise. Apesar da aprovação legislativa, as negociações entre o governo e os bancos seguem estagnadas há quase um mês. O impasse prolonga a incerteza sobre a saúde financeira do BRB e mantém as ações sob forte pressão vendedora.
Operação Compliance Zero e BRB
A situação do BRB permanece sem resolução imediata enquanto o contrato de capitalização não é formalizado pelas partes envolvidas. O mercado aguarda a definição sobre a garantia do crédito para avaliar se o banco conseguirá superar o rombo bilionário. Novas atualizações sobre o caso dependem da assinatura do acordo entre o GDF e as instituições financeiras responsáveis pela fiança.
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