A Petrobras realizou ontem seu Investor Tour 2026 no Rio de Janeiro, com foco em detalhar as perspectivas de crescimento de produção no campo de Búzios. Atualmente, a produção ocorre por meio de sete FPSOs (unidades flutuantes de produção), com capacidade instalada agregada de 1,2 milhão de barris por dia.
O Goldman Sachs estima que a produção do campo, considerando 100% de participação, pode atingir cerca de 1,7 milhão de barris por dia até 2029, com base nas plataformas já aprovadas para investimento. O plano de negócios da Petrobras prevê a adição de quatro novos FPSOs em Búzios nos próximos anos.
A Petrobras destacou que até 12 unidades de produção podem operar na região no futuro, com capacidade total de 2,2 milhões de barris por dia. O Morgan Stanley disse que o evento reforçou sua convicção na proposta de criação de valor de Búzios, que representa 62% do NAV (Valor Líquido dos Ativos) do segmento upstream da estatal.
O JPMorgan destaca que o crescimento da produção segue como pilar central da visão positiva para a Petrobras, com Búzios no centro dessa estratégia. O Goldman Sachs mantém recomendação de compra para a Petrobras, com preços-alvo de R$ 53,20, R$ 49,70, US$ 21,30 e US$ 19,90, respectivamente.
O Morgan Stanley manteve recomendação de compra e preço-alvo de US$ 29 por ADR. Já o JPMorgan reiterou recomendação _overweight_ para as ações da Petrobras, com preço-alvo de R$ 64, sustentada pelo forte crescimento de produção da estatal, valuation atrativo e sólida geração de caixa.